segunda-feira, 14 de março de 2011

Carta-aberta assinada pelos prof. Jorge Machado e Eduardo Caldas

Segue anexa carta-aberta assinada pelos professores Jorge Machado e Eduardo Caldas, enderaçada aos alunos de GPP, relativa à candidatura de ambos à coordenação do nosso curso.

Até Mais

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Vinicius Felix
Represente Discente GPP - 2010/2011




CHAPA "GPP  AUTÔNOMO, PARTICIPATIVO E ATIVISTA"
Candidados: Jorge Machado (coordenador)
Eduardo Caldas (suplente de coordenador)
Conheça e participe de nosso programa colaborativo

http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/GPP2011

       Apresentação dos candidatos     

Prof. Dr. Jorge Machado  
Sociólogo, graduado na USP em Ciências Sociais, possui Diploma de Estudos Avanzados en Políticas Públicas e doutorado em Sociologia pela Universidade de Granada, Espanha.   Recebeu, em 2006, o prêmio da International Sociological Association (ISA) por ser autor do melhor paper em língua portuguesa
("Movimentos Sociais e Ativismo em Rede").
Na graduação, foi ativista do movimento estudantil, diretor do CentroAcadêmico de Ciências Sociais (CEUPES), por diversas vezes delegado do curso nos congressos da UEE e UNE e ativista do movimento nacional de Casas de Estudante - Foi morador do CRUSP e diretor da Associação dos Moradores (AMORCRUSP).

É professor da EACH desde 2005, sendo responsável pelas disciplinas "Sociedades Complexas, Multiculturalismo e Direitos" e "Políticas Públicas e Sociedade da Informação". Como pesquisador, desenvolve suas atividade no Grupo de Estudos em Políticas Públicas de Acesso à Informação (GPOPAI ) atuando nas área de acesso ao conhecimento, direitos autorais e política cientifica com projetos financiados pelo Ministério da Cultura (MinC) e Fundação Ford. Participou ativamente da confecção de documentos que são referência acadêmica e política como "Carta de La Paz", de acesso à informação, de 2007; "Carta aberta à comunidade científica e ao CNTBio ", que pediu transparência e contra as liberações suspeitas de transgênicos, "Carta de São Paulo de Acesso Aberto" (2006) e "Carta de São Paulo de Acesso à bens Culturais" (2009) - como resultado do
rodada em São Paulo do Fórum Nacional do Direito Autoral, organizado pelo MinC em parceria com o GPOPAI/USP).

Está envolvido em projeto de extensão relacionado com compartilhamento cultural e gestão comunitária - Projeto "Reserva Cultural". É firme defensor da universidade democrática e republicana. Filiado à ADUSP, apoiou e participou das assembléias e dos movimentos de ocupação da Reitoria (em 2007 e 2009) e desde sempre
participa de abaixo-assinados e petições solidárias aos movimentos dos funcionários e alunos e por mais democracia na universidade. 

Palavra aos alunos                                                                                                          
Vim da escola pública. De família simples, cheguei em São Paulo com bastante esforço para estudar na USP. Se não fosse as políticas de apoio como moradia estudantil e bolsas de trabalho e estudo, dificilmente chegaria até aqui. Por isso, tenho grande sensibilidade as demandas estudantis. Tenho também plena consciência da importância do papel da Estado para uma educação pública de qualidade e acessível à população. 
Desde meu ingresso na USP como aluno e, depois, como professor da EACH, envolvi-me em ações contra o autoritarismo instalado na universidade. Tenho a satisfação de ter sido junto com outros colegas protagonistas da ampliação de nossa COC em 2006, quando arriscamo-nos para defender nossos idéias de uma universidade democrática e participativa. 
As experiências adquiridas ao longa da vida estudantil e como professor universitário mostraramme o quão importante é assumir um posicionamento ativo em questões que envolvem o interesse público e o bem-estar coletivo. Na universidade é de suma importância trabalhar pelo fortalecimento da democracia, da participação da comunidade no processo político e deliberativo, assim como por uma maior transparência. Nesse sentido, há muito o que fazer na USP e mesmo na EACH. Uma vez coordenador, farei uso dessa privilegiada posição para defender os princípios e valores expressos em nosso programa colaborativo.. 
Creio que não são as funções gerenciais e administrativas as mais importantes de um coordenador, mas sim as políticas. Acredito que o desejo de mudança social deve estar aliado ao conhecimento e presente nas nossas práticas cotidianas. Acredito que o curso de GPP, não deve apenas formar gestores, administradores ou tecnocratas. Muito mais do que isso, deve ser capaz de gerar cidadãos ativos, plenamente capazes de transformar com entusiasmo e disposição seu entorno político e social e de defender em suas ações os valores da justiça, a igualdade, a tolerância e a defesa dos direitos humanos, sempre lembrando do respeito à nossa casa maior e habitação coletiva de todos nós, a Mãe Terra.
Peço aos estudantes que "ocupem a reitoria que está dentro de vocês" e desalojem o pequeno rei egoísta que existe lá dentro. Como dizia Tolstoi, "Antes de mudar o mundo, mude a si mesmo". Que a mudança da coordenação do curso sirva como um pequeno exemplo de  renovação, de esperança, de aprofundamento da democracia na universidade. Que outras COCs ampliadas surjam, que a elaboração de programas de gestão abertos e colaborativos se torne uma praxe na política universitária. Que o diálogo no campo das idéias nos ajude a superar as diferenças hierárquicas, sociais, de gênero, geração e outras que existem. Desta forma superaremos também juntos os conflitos e ansiedades que muitas vezes nos separam. 
Que a universidade derrube seus muros visíveis e invisíveis. Que os problemas e carências sociais sejam cada vez mais objeto de nossa cuidadosa atenção. Que trabalhemos para melhor superar nossas contradições. Não faz sentido termos na universidade grandes especialistas em estudos do trabalho, ao mesmo tempo que tratemos tão mal nossos trabalhadores e acolhamos mão-de-obra terceirizada, precária e parcamente remunerada em nossa casa. É inaceitável que tenhamos notáveis arquitetos e urbanistas e vivamos cercados de favelas, repletas de miseráveis habitações.
É incompreensível que mesmo com grandes especialistas em meio ambiente, tenhamos construído um campus com o solo contaminado, inadequado à ocupação humana. É surpreendente que tenhamos tantos estudiosos dos regimes democráticos e que tenhamos que lutar com unhas e dentes na universidade por migalhas de democracia. É inaceitável que tenhamos grandes juristas, enquanto não conseguimos fazer com que  princípios constitucionais valham mais que rústicos regimentos e portarias. Se vivemos cotidianamente sob essas flagrantes contradições, como podemos crer que as funções de coordenação são meramente administrativas e gerenciais? Cito 2 aqui a minha querida colega professora Bete Franco, ao criticar publicamente na lista dos professores a falta de democracia e o individualismo na USP:

"Nossos problemas tem resolução: matamos os cachorros, acabamos com o Ciclo Básico, transformamos obstetrícia em enfermagem, fechamos o bandejão e importamos ração da NASA, pedimos auxilio-pesquisa e enviamos cada entrevistado do  Pantanal [favela] de volta para o nordeste, não realizamos consultas (e, óbvio, muito menos eleições), eliminamos todos os colegiados... Assim viveremos felizes para sempre, com nossa grande capacidade relacional e profundidade analítica sobre a complexidade dos fenômenos, debruçados sobre
nosso computador e artigos Qualis Internacional A... Até o dia em que partiremos para o fundo da terra em caixão de luxo da intelectualidade USP abraçados com a solidão do nosso qualificadíssimo currículo Lattes."

Como coordenador, continuarei me posicionando-me aberta e claramente - ainda que essa posição seja pessoal e não da COC - a favor de movimentos como os que levaram à ocupações da Reitoria, participando das assembléias, respeitando e seguindo as decisões democráticas da minha categoria e exercitando o direito de greve - tão atacado nesta universidade - sempre que necessário. Não compactuarei com nenhuma forma de assédio moral, seja contra funcionários, professores ou estudantes. Tampouco com decretos estaduais que ferem a autonomia universitária e muito menos com qualquer forma ocupação militar no campus. Da mesma forma coloco-me publicamente em oposição aos decretos do regime militar vergonhosamente usados para perseguir
estudantes, assim como oponho-me as demissões sumárias contra nossos colegas trabalhadores ocorridas em janeiro . Como ex-ativista do movimento estudantil, defendo também a ampliação dos espaços físicos e políticos a nossos alunos, assim como o amplo reconhecimento de suas entidades representativas. 
Acredito firmemente no diálogo, no convencimento, na desobediência civil pacífica e no poder de mobilização da ação coletiva. Uma vez coordenador, dialogarei com todos e levarei adiante a defesa de uma universidade democrática, comprometida com a mudança na realidade social e engajada para construir uma sociedade mais justa e mais humana.

Agradeço aos colegas professores e alunos que estimularam a me candidatar junto com o estimado professor Eduardo Caldas, que me honra muito ter ao meu lado. É com muito respeito e estima que apresento a vocês nossa candidatura, esperando contar com vossa participação e apoio. 

Obrigado.
Jorge



Professor Dr. Eduardo Caldas 
Economista, graduado na FEA-USP. Também iniciou o curso de Ciências Sociais na USP onde foi diretor do
Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CEUPES).
Fez mestrado em Administração Pública e Governo na FGV (concluído em 2002) e em Ciência Política na
FFLCH-USP (concluído em 2003). Fez doutorado em Ciência Política na FFLCH-USP (concluído em 2008).
Foi militante da Pastoral da Juventude e da Pastoral de Fé e Política. Trabalhou no Instituto Polis, entre 2001
e 2007. Foi membro fundador do Centro de Estudos e Pesquisas em Políticas Sociais (CEPPS). Em 2004, foi
3candidato a prefeito pelo Partido Verde em Suzano. Em 2006 foi coordenador do Centro de Integração da Cidadania no Estado de São Paulo. Em 2009 foi Secretário de Educação em Suzano. É professor da EACH desde 2008, sendo responsável pelas disciplinas de Governança das Organizações Públicas e Gestão de Recursos Humanos. Criou e revisou disciplinas optativas diretamente relacionadas com temas de seu interesse (Poder e Desenvolvimento Local e Desenvolvimento Sustentável) junto com os professores Cabral e Vaz.
Está envolvido com projetos de Extensão relacionados com Tecnologia Apropriada e Desenvolvimento Sustentável, tais como “Da Pedagogia à Tecnologia” e “Programa USP Recicla”, entre outros.


Palavra aos alunos
Caríssimos:
Como candidato a suplente de coordenador na chapa do professor Jorge Machado, eu gostaria de me apresentar. 
Nasci em Suzano, município da Região do Alto Tietê (Cabeceira), município da Zona Leste. Município próximo a nós da EACH. Eu nasci em 1973. Sou filho dos professores e livreiros Paulo e Clarice Caldas. Sempre estudei em Escola Pública, desde a Educação Infantil. Assim, seja na condição de filho de educadores, seja na condição de quem usufruiu do sistema público de educação, sou ferrenho defensor da Educação Pública Gratuita e Universal.
No final dos anos 80 e início dos anos 90, participei ativamente da articulação do movimento estudantil em Suzano e, na companhia de colegas dos municípios de Americana e Guarulhos, tive a oportunidade de me envolver com a realização do Congresso da UPES em Bauru e com a articulação do movimento estudantil no Estado de São Paulo.
Depois, tornei-me usuário diário do “trenzão”. Este nosso trem de cada dia. É verdade que usava a outra linha. A linha que sai de Mogi das Cruzes e ia até o Brás. Na FEA e na FFLCH me envolvi com a edição e editoração das Revistas dos Estudantes e participava dos debates e das reuniões promovidas pelos Centros Acadêmicos. No curso de Ciências Sociais, tornei-me diretor do Centro Acadêmico (CEUPES).
Fiz mestrado, doutorado, trabalhei em ONG, fundei um Centro de Pesquisa, auxiliei na construção de partido, de movimento e fui gestor de políticas públicas no âmbito estadual e municipal.
As experiências seja como membro de uma ONG como o Instituto Polis, ou de uma ONG como o CEPPS, seja como gestor de programa estadual ou como gestor de uma Secretaria Municipal de Educação com 25 mil alunos e mais de 2 mil servidores, seja como militante estudantil, ou como membro das Pastorais da Juventude e de Fé e Política, seja como professor universitário, no exercício da docência, na realização de pesquisas ou no fazer diário das extensões universitárias, mostraram-me a importância de saber aplicar ferramentas de gestão; mas mostraram-me mais ainda que as ferramentas sempre estiveram e estarão à disposição de qualquer um, de tal modo que o mais importante, portanto, é saber escolher as ferramentas e usa-las a serviço de propósitos pré-definidos. Então, o aprendizado mais importante foi o de compreender que os tais propósitos são definidos politicamente. É preciso ter posição. É preciso ter coragem de contrariar interesses. É preciso ter serenidade para rever posições. É preciso ter disposição para ouvir, sempre.
Na condição de suplente do professor Jorge Machado buscarei, como o faço neste processo de apresentação das candidaturas e das propostas, ser um leal colaborador.
A Coordenação de Curso é importante do ponto de vista gerencial, do ponto de vista administrativo, do ponto de vista gestor; mas é infinitamente mais importante do ponto de vista da representação. E nosso representante neste processo é o Professor Jorge Machado, a quem me aliei por acreditar em sua história, sua trajetória, suas lutas e suas propostas. Me aliei por ver no Jorge um colega que é afável no trato e firme em suas decisões. É disso que nosso curso precisa.
Encerro, agradecendo aos colegas professores e aos alunos que estimularam a chapa composta pelo Jorge e por mim. Peço apoio, voto e conto com a colaboração de cada professor e aluno.
Obrigado. 

Abraços.

 Eduardo.



Fonte:


http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/GPP2011














Feira do Livro Usp Leste 2011

VISITE O BLOG OFICIAL DA FEIRA
http://www.wix.com/feiradolivroeachusp/feira-do-livro














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- Algumas Deliberações, Reuniões de Organização e outros detalhes.


Peço gentilmente aos caros responsáveis pela lista, a postagem deste e-mail que também convoca todos os colegas para a participação na feira do livro deste ano.

Na reunião do dia 10 de março, previamente avisada, deliberamos alguns encaminhamentos importantes para a organização da Feira do Livro 2011 na USP LESTE, EACH, que acataram a aquiescência dos ali presentes. Foi deliberado e debatido que:

- Outras reuniões de deliberações iniciais e organização preliminar deveriam acontecer abertamente, visto que se tratava da semana do carnaval;

- A feira do livro ocorrerá nos dias 25 a 28 de maio, devido a necessidade burocrática da nova diretriz da direção da EACH (portaria 56/10 de dezembro, anexada), que versa sobre 60 dias para a apreciação do documento-projeto e outros detalhes importantes para o encaminhamento da feira. A inspiração de fazer o evento no primeiro semestre, visto que no segundo já ocorrerá uma feira no Butantã, também valeu para esta decisão. Estes detalhes burocráticos, por parte da organização da diretoria, tem de ser levados em consideração no momento em que o projeto for desenvolvido, e as tarefas de contato com as editoras forem delegadas;

- Pedimos aos outros CA's interessados, e colegas que já participaram da organização da feira (com seu Know-how), que se incluam no debate DESDE JÁ, manifestando seu interesse de participação e soma de forças nas próximas quatro reuniões desta semana. Segundo nossa opinião, devemos todos participar - DEVIDAMENTE - e debater conjuntamente se a feira terá um tema, e como buscar as editoras específicas para os cursos. Outros alunos interessados, mesmo não membros de alguma organização acadêmica, tambem serão bem vindos e esperados. Como comentado, faremos QUATRO chamadas de reunião para acolher mais pessoas e terminar as deliberações iniciais de forma mais inclusiva, e depois, outras chamadas períodicas para o acompanhamento e demais deliberações. É importante darmos transparência aos processos para que não tenha as tradicionais PICUINHAS de fim de feira, e na organização deste ano acreditamos nas constantes transparência e organização como primordiais. Reiteramos: é muito importante a presença de todo e qualquer interessado, para que possamos encaminhar o debate e conciliar forças para a organização da Feira;

- Discutimos também, a criação de comissões que deverão trabalhar com áreas específicas de produção do evento, considerando que o trabalho deverá ser conjunto: descentralizado para se dinamizar, mas coletivizado e organizado dentre todos, de forma que cada comissão saberá a condição da outra, a fim de auxiliar e cobrar resultados. As comissões serão:

- DIVULGAÇÃO: responsável pela arte gráfica para o encaminhamento ao Henfil (que fará a publicidade em contrapartida de fornecermos uma banacada para eles), cartazes, e-mails institucionais, debates e informes em sala;
- CULTURA: responsável pelas atividades paralelas da feira, seminários, recepção de crianças, contação de histórias. Encaminhará o debate sobre o tema da feira, e outros detalhes de ordem cultural e temática;
- COMUNICAÇÃO (Editoras): responsável pela comunicação direta com as editoras, encaminhamento de detalhes específicos, atendimento e outros encaminhamentos;
- ADMINISTRATIVA: responsável pelo monitoramento e articulação das outras comissões, assim como o desenvolvimento da transparência financeira e cuidados de outros detalhes de ordem financeira;
- INFRA ESTRUTURA: responsável pelos cuidados materiais e operacionais para o encaminhamento da feira, como auxílio logístico às editoras e outros cuidados com os materiais;

Outras considerações:

Para o término das considerações iniciais, levantamento dos membros das comissões, e encaminhamento do projeto a ser entregue à diretoria, teremos quatro outras reuniões no Espaço dos Estudantes, a saber:

- Nesta QUARTA FEIRA, 16 de MARÇO (as 13:00-14:30 e as 17:00-18:30);
- e na QUINTA FEIRA, 17 de MARÇO (as 13:00-14:30 e 17:00-18:30).

As reuniões começarão com o limite de 10 minutos, para o acolhimento dos colegas que se atrasarem, e terão lista de presença. As pautas estarão à disposição, e as atas serão enviadas para os envolvidos (interessados não presentes) e os presentes na ocasião por e-mail. Essas diretrizes são importantes para registrarmos os envolvidos e o processo de desenvolvimento do projeto, para a impressão dos certificados de participação e para um balanço final, onde discutiremos os principais problemas e soluções interessantes que tivemos para os próximos colegas que forem organizar a Feira;

Estou a disposição para qualquer outro esclarecimento (meus dois e-mails: paulo.abreu.paiva@gmail.com / paulo.paiva@usp.br , e contato cel TIM: (011) 8553-4894).

Muito obrigado a todos, e até breve... Espero vocês nesta semana!

Um fraternal abraço a todos os colegas da faculdade...
--
Paulo Cesar de Abreu Paiva Junior
Gestão de Políticas Públicas (GPP)
Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH)- USP LESTE

sábado, 12 de março de 2011

Reporte sobre a CoCI-Extra de 01/03/2011

Pessoal, estou lhes escrevendo para informar sobre os acontecimentos da CoC-I (sim se habituem com essa nova grafia) da última terça-feira, 01 de março, na qual se deliberou à respeito do acatamento ou não por parte desse colegiado de GPP, quanto à exigências da CG (Comissão de Graduação) da EACH de que a mesma (CoCI) se adequasse a formato redusido de 7 membros (que de mínimo, passaria à máximo), em consonância com Regimento da EACH de 2009-2011 em ordem de continuar tendo seu coordenador reconhecido dentro dos colegiados da Unidade.

O modelo redusido era postulado por um regimento da CG de 2006, que foi parcialmente revogado por resolução do CoG (Conselho de Graduação, superior à CG - esta é da Unidade, aquele da USP toda) de 2009. Mas como nada dizia sobre a composição das CoC (Comissões de Coordenação de Curso) ficava valendo o regimento mais antigo. Nova proposta da CG já contempla proposta de alteração dessa regra, com ampliação de liberdade dos cursos de decidirem da composição das CoC, mas que ainda não havia sido aprovado pelo CoG, e portanto não possuia validade. Até essa mesma deliberação ser aprovada, a presidente da CG, prof.ª Monica Yassuda, tinha entendimento de que todas as CoC deveriam se adaptar ao modelo redusido, "temporariamente", para que a EACH pudesse "merecer" o reconhecimento do restante da Universidade, para perder a imagem de um "lugar bagunçado". Com esse propósito, a prof.ª Monica instou em reunião do dia do dia 22/02 pela "formalização" em formato reduzido de CoC do colegiado de GPP, que até então era reconhecido, à contragosto a anos, ressalte-se, como sendo a CoC de GPP, responsável por assessorar a CG, que deve velar pela coordenação interdisciplinar entre os cursos da EACH (algo que, pra mim, de fato é necessário) no estabelecimento das diretrizes que afetassem o nosso curso, como a contratação de professores, por exemplo.

Pois bem, foi posto de forma mais ou menos clara pela professora, que se não formalizássemos uma CoC com a composição máxima de 7 membros (sendo apenas 1 representante discente) no presente processo eleitoral para a coordenação do curso, a mesma função não seria mais reconhecida regimentalmente, perdendo, não apenas a competência administrativa, e direito de voto na CG, mas também os estipêndios de reconhecimento pelo trabalho extra de coordenador, para quem assumisse tal cargo. A CG também poderia, em suas funções administrativas de toda a graduação da EACH, apontar, de forma bastante intrusiva, um coordenador apontado por ela mesma (ou quaisquer outras instância superiores às quais ela, ou pelo menos sua presidenta se sujeitassem) para administrar o curso, agora sim sem nenhuma participação, seja docente, seja discente.

Diante de tal contradição ao espírito que animava a pratica consagrada em nosso curso, de gestão mais democratizada por mais participativa, direitos que foram conquistados, pioneiramente na Unidade, pelo esforço de nossos primeiros RDs em colaboração com os docentes de primeira geração, que redundaram no afastamento do 1º coordenador, apontado de cima, do nosso curso, e a fundação da primeira coordenação eleita da EACH, deliberamos encarando a mesma como uma forma de ameaça à nossa autonomia e cultura participativa, que em si sempre se mostrou mais producente do que a pratica minimalista de outras CoC. Em reuniões anteriores, debatemos sobre a importância de nossa prática, já tornada costume, como ressaltou o prof.º Nerling, e portanto passivel de reconhecimento formal, inclusive sobre abrigo de leis superiores que fomentam a democratização da gestão do ensino (e às quais os regimentos da USP, inclusive seu Estatuto, todos formados sobre o espírito de uma ou outra ditadura, getulista ou da junta militar, não se coadunam); por outro lado debatemos sobre a importância estratégica de se garatir o direito de voto na CG, inclusive para se contrapor a isso mais adiante, e, portanto, sobre formas de se adequar às exigências, pro-forma, sem no entanto ferir nossa prática de facto.

Não chegamos a consenso sobre isso, e portanto deliberamos, antes de tudo, a aportunidade de formalizarmos, reinterando, nosso compromisso coletivo assumido em 2006, de que todas as decisões no âmbito de GPP seriam tomadas através de votação presencial de colegiado amplo dos professores (todos os professores, com direito a voto) e Representação Discente equivalente a 30% do número de docentes docurso, independentemente do que dissessem em contrário, normas que restringissem essa participação ampliada. Hoje, reforçamos esse compromisso de forma mais explícita, comprometedendo todos os membros que venham a compor o corpo docente e a Representação Discente, a se pautarem, para sempre (salvo revogação UNÂNIME de TODO o corpo docente e de TODA a representação discente, o que, convenhamos, não ocorrerá), por esse formato ampliado. Compromisso assumido de forma autonoma e auto-referrenciada, e não apenas uma reação às exigências de órgãos superiores. Só depois da aprovação unânime pelos presentes, inclusive os atuais candidatos á coordenação, sobre esse compromisso, é que passamos para a votação de se nos adequaríamos ou não ao formato proposto pela CG. Por 7 votos a 6, o Colegiado de GPP (CoC-I), deliberou pela não formalização da CoC nos padrões vigentes pelo regimento da CG; tod@s @s 5 RDs presentes votaram CONTRA a formalização. Dos docentes presentes, votaram CONTRA a formalização, prof.ª Vivian Urquidi e prof.º Marcelo Nerling. Votaram À FAVOR da formalização o coordenador, Zé Renato, os atuais candidatos à cordenação, Fernando Coelho e Jorge Machado, além dos professores Eduardo Caldas, Flávia Mori e Gustavo Babmbini.

Enfim, a composição atual, todos os docentes e 30% de discentes (8 titulares e 8 suplentes) será encaminhada à CG como sendo a composição da CoC de GPP. Se a mesma for aceita, como foi em outros momento de pressão anteriores, nada de mais acontecerá, e ficaremos felizes para sempre. Porém, se a CG não aceitar tal decisão nossa, provavelmente irá começar alguns movimentos contra nós. Aviso que temos que estar preparados para o que der e vier, consolidando nossos laços como alunos, mas digo, também em relação aos nossos professores, se quisermos ter uma real chance de sair vencendo, assim como da primeira vez que nosso Colegiado se elevou, e veio a adquirir o formato atual, e que pretendemos, continue sendo o mesmo, sempre aperfeiçoado ressalto, em sua essencia participativa.

O texto do Pacto pelo qual referenciamos nossa atuação enquanto coletivo de todo o curso de GPP, tanto corpo discente quanto docente, segue anexo.

--
Vinicius Felix
Representante Discente GPP - 2010-2011
Graduando em Gestão de Políticas Públicas
EACH/USP
http://stoa.usp.br/vfelix

Ainda há esperança. Que venham os futuros líderes deste país...

Jovens querem ser políticos

USP LESTE - EACH

Vídeo institucional da EACH parte 1.

Vídeo institucional da EACH parte 2.

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 1

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 2