segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que é um profissional com formação em Gestão de Políticas Públicas?

Gestão de Políticas Públicas



Basicamente, o profissional com formação em Gestão de Políticas Públicas atua junto ao Estado, na formulação, implementação e avaliação de suas ações direcionadas ao corpo de cidadãos. Conhece todo o processo de criação das Políticas Públicas e, portanto, está apto a intervir nesse sistema em qualquer de suas etapas. "Quando o Estado age no sentido de implementar ações (programas) que nascem do debate político das várias facções (partidos) que compõem as estruturas institucionais, necessita do trabalho de profissionais capazes, tecnicamente, de transformarem as idéias em ações concretas. É nesse momento que entra o Gestor de Políticas Públicas", explica o Prof. Dr. José Renato de Campos Araújo, coordenador do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (campus Leste).


ÁREAS DE ATUAÇÃO


De acordo com o educador, o formado nesse curso está apto a atuar nos mais diversos órgãos estatais, na administração direta, em empresas estatais, autarquias etc., em quaisquer níveis (federal, estadual ou municipal) e ligados a todos os poderes ( executivo, legislativo e judiciário). "Pode trabalhar, ainda, em organismos públicos não estatais, caso do Terceiro Setor e das ONGs, ou até mesmo em organismos privados que façam ações públicas ou tenham relações diretas com os organismos estatais, como Sesc, Senai, fundações empresarias, entre outros", analisa.


PERFIL


O graduando no curso de Gestão de Políticas Públicas deverá ser capaz de:

• analisar o ambiente (cenário social, político e econômico globalizados) em que as organizações públicas deverão atuar com eficiência (em termos de otimização de gastos e investimentos), eficácia (com o significado de quitação de responsabilidades, por meio da prática de prestação de contas) e relevância (criação de valor);

• definir a estratégia adequada ao equilíbrio dinâmico com esse ambiente (em termos do paradigma estratégico: valores, meios e objetivos estratégicos, diretrizes e políticas públicas) das organizações públicas ou privadas;

• desenhar as estruturas das organizações (em termos de meios, recursos, procedimentos e caminhos) para se conseguir um adequado equilíbrio estacionário com a sua estratégia, e um equilíbrio dinâmico com o seu meio ambiente.

• liderar processos de elaboração de planos de ações estratégicos e sua implementação com sucesso, mediante a atitudes e comportamentos aderentes às doutrinas que legitimam universalmente os princípios da justiça, da ética, da moral e dos bons costumes.
"Em linhas gerais, o aluno deve estar atento à realidade político/social da sociedade contemporânea, portanto deve se sentir à vontade em relação a disciplinas das Ciências Humanas: História, Sociologia, Antropologia, Ciência Política, entre outras, afirma Araújo, que completa: "ele também deve ter consciência que o curso também trata de questões administrativas e/ou gerenciais, portanto é necessário possuir familiaridade com disciplinas de cunho quantitativo, como Economia, Administração Financeira, Contabilidade, Orçamento e Estatística".


CURSO


Segundo explica o coordenador da USP Leste, o curso de Gestão de Políticas Públicas daquela instituição é ministrado em oito semestres, durante os quais os alunos têm contato com um elenco de disciplinas obrigatórias, relacionadas a cinco áreas: Administração, Ciências Sociais (com ênfase em Ciência Política), Direito, Economia e Métodos Quantitativos (Estatística, Contabilidade Pública etc). "Na parte final do curso, o aluno deve cursar disciplinas optativas dentro desses cinco segmentos, de acordo com o seu interesse específico. O curso ainda prevê que o aluno faça um estágio supervisionado e apresente um TCC (trabalho de conclusão de curso) no semestre derradeiro", diz.


MERCADO


Com o processo de redemocratização, ocorrido no Brasil a partir de meados da década de 80, e com a consolidação das instituições democráticas, advindas do texto constitucional de 1988, o Estado brasileiro passou a necessitar, cada vez mais, de um corpo técnico para que o processo político (e a conseqüente Gestão das Políticas Públicas) seja eficiente e eficaz.

O mercado de trabalho para Gestores de Políticas Públicas é globalmente emergente, amplo, diversificado e crescente, com oportunidades no setor público, em organizações privadas, ONGs e na área acadêmica, como pesquisador, assistente, assistente-doutor, livre-docente e professor titular.

O graduando poderá, em virtude das competências adquiridas durante o curso, prestar concursos e, se aprovado, preencher cargos em diversas áreas do setor público, tanto da administração direta como indireta, compatíveis com sua formação acadêmica. Poderá, ainda, prestar serviços profissionais de consultoria, realizar perícias judiciais, emitir pareceres técnicos e participar de atividades de arbitragens.

"Podemos dizer que com a liberdade de expressão e os diversos instrumentos de pressão que a sociedade dispõe para fiscalizar e cobrar as ações estatais, criou-se, cada vez mais, a necessidade de termos em nosso País um corpo técnico dentro do Estado para que este assuma, de vez, seu caráter republicano. Com isso, o mercado de trabalho é amplo e se expande cada vez mais com a atuação do terceiro setor que, de certa maneira, em muitos segmentos, substitui o Estado como o agente criador e implementador de políticas públicas", avalia Araújo, que destaca: "os formados contam com boas opções de trabalho. Há carreiras atraentes, como o corpo técnico do Banco Central, do Banco do Brasil, instituições ligadas à área da Saúde, entre outras. Para ingressar no setor público, é necessário prestar concurso".


Rogerio Jovaneli
Reportagem/SP


FONTE: http://jcconcursos.uol.com.br/defaultinformacao.aspx?idinformacao=4199&idsecaosite=8

sábado, 28 de agosto de 2010

INSCRIÇÃO FUVEST

Fique atento: Fim das incrições 10/09.


A inscrição no Concurso vestibular FUVEST 2011 deve ser feita, exclusivamente, pela internet no site www.fuvest.com.br (Site oficial da FUVEST, porém exclusivo para as inscrições dos candidatos). O programa de inscrição solicitará os dados necessários.


O candidato deverá ter o seu próprio número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e o número do Documento de Identidade.
Maiores detalhes para obtenção do CPF podem ser encontrados no site www.receita.fazenda.gov.br . O fornecimento do CPF na inscrição garantirá o acesso do candidato, com segurança, ao seu desempenho no Vestibular.


DOCUMENTO DE IDENTIDADE

O candidato deverá apresentar o documento de identidade original em todas as etapas que envolvem o Concurso Vestibular.


Documentos aceitos:

  • Documentos de identidade expedidos pelas Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, bem como Carteira de Motorista com foto (modelo novo).
  • Documentos expedidos por Ordens ou Conselhos Profissionais que, por lei federal, valem como documento de identidade em todo o país (exemplo: carteiras dos CREAs).
  • Documento de identidade de estrangeiro (RNE), para o candidato de nacionalidade estrangeira que comprove sua condição - temporária ou permanente - no país.



http://www.fuvest.com.br/portal/fuvest/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Comunicado aos alunos de Gestão de Políticas Públicas



No dia de hoje, [24 de agosto de 2010] no período da manhã o Coordenador do nosso Curso, Professor Zé Renato, comunicou aos alunos da sala do segundo matutino (era aula de FESB) que, no dia de hoje, aconteceria as 16h00 uma reunião com uma comissão que estava avaliando o Campus da EACH e que seria necessária presença de pelo menos um aluno de cada curso. Como representante discente do C.A., eu me propus a comparecer.


Assim, no horário do almoço acessei o site da EACH e li a seguintes informações:

EACH recebe comissão de Avaliação Externa (Acontece na EACH).

Entre os dias 23 e 26 de agosto, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH|USP), passará
pelo processo de Avaliação Institucional Acadêmica, no qual uma comissão de avaliadores externos, formada por docentes de outras universidades, visitará a Escola e produzirá um relatório avaliando sua suas principais características e atividades

A comissão é composta pelos professores Paulo Milton Barbosa Landim - Ex-Reitor da Unesp
-, Mikko Koria - da Aalto University of Economics (Helsinki, Finlândia) -, Pedro Dias Pimenta
Rodrigues - Professor da Faculdade de Aquitectura Universidade Técnica de Lisboa – e Dr. José
Carlos Plácido da Silva, Professor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp.

Nos dias 23 os membros da comissão avaliadora conhecerão a Unidade, e se reunirão com a
administração da Escola. No dia 24, a comissão conversará com representantes da comunidade
universitária. Os d ois últimos dias estão reservados para a elaboração do relatório.

Diante dos fatos, na impossibilidade de contatar todos os alunos, antes do horário marcado, tomei
a liberdade de conversar com alguns alunos de diferentes anos e elaboramos uma pauta, com temas recorrentes nas discussões do nosso dia a dia:

INFRAESTRUTURA

Biblioteca

-no calor faz muito calor, no frio faz muito frio. Não é necessário ser um especialista para saber que além de insalubre, há ainda o comprometimento do acervo;

- ausência de muitos livros que constam como leitura em disciplinas e/ou, há em pequena
quantidade;

- livros que foram comprados, mas não são catalogados para estarem disponíveis;

- no final de cada semestre, torna-se impraticável estudar na biblioteca: seja pela falta de espaço
(armários) como o físico;

- cadeiras e mesas inadequadas;

- falta de tomadas em todo espaço, causando o uso constante de extensões que sobrecarregam e
comprometem o sistema elétrico da mesma;

- verificar viabilidade de se colocar maquina de xerox próxima da mesma.

- foi explicada a utilidade e relevância da Reserva Cultural, que por vezes, tem livros, que na
próxima biblioteca não existe;

- a demora quanto à solicitação de livros em outras unidades (eles ficaram surpresos de não haver um sistema de biblioteca online!)

Informática

- precariedade dos computadores (programas desatualizados, má conservação, lentidão da rede),
além das cadeiras quebradas naqueles espaços;

Salas de aula
- falta de manutenção data show e lâmpadas;

- mudança de carteiras (menores em algumas salas);

Atividades físicas

- necessidade da melhora no espaço esportivo e fomento de novas atividades esportivas;

ADMINISTRATIVO

- desde a posse da nova gestão do CA, extrema dificuldade em conversar com o Diretor do Campus: é necessário o envio de uma pré pauta e quando é agendado aparece o assessor, assistente para atender e negar o solicitado, afinal de quem é poder decisório?

- a direção não facilita a comunicação com os alunos, no email da grade recebemos email,por
exemplo, de pessoas que perderam chave, pen drive, mas não foi sequer disponibilizado que haveria uma Avaliação Externa na Unidade e que os alunos poderiam participar;

- ausência de manual explicativo , especificando os departamentos existentes na EACH e no caso
da necessidade dos alunos, qual departamento deve procurar, evitando uma peregrinação nas seções para identificar qual setor é responsável por aquela demanda (um organograma e/ou anagrama);

COSEAS – desde o inicio do ano, alunos foram pré selecionados. Somente no início de agosto
foram convocados para confirmar a aprovação de algum tipo de bolsa. Até o dia de hoje não foi
feito o pagamento, além disso, foram avisados que os pagamentos NÃO serão retroativos, logo,
se há uma dotação orçamentária para este fim, PARA ONDE VAI O DINHEIRO DOS MESES
ANTERIORES?

- sistema júpiter – como não há um cronograma para interação de matriculas por campus e/ou
cursos e sim unificada, neste período o acesso é precário;

- site da EACH /GPP não está disponibilizado o nome de todos os docentes do curso;

- ausência de médico e ambulância no campus, apesar do número expressivo de alunos;

DOCENTES/COORDENAÇÃO DO CURSO

- sem um universalismo de procedimentos, os alunos ficaram reféns dos professores, seja na
maneira de aplicar e corrigir provas, seja no oferecimento de disciplinas, seja no cronograma;

- personalismo presente no comportamento de alguns professores;

- que haja transparência dos nomes dos docentes, do seu cumprimento de carga horária, que
saibamos quando eles estão de licença ou viajando, descobrir se afinal faltam professores no curso
ou se são os professores contratados que não dão aula;

- definição do plano político pedagógico do curso;

- ausência de disciplinas optativas nos semestres (foi dado o exemplo do numero excessivo de
inscritos na disciplina das férias de Segurança Pública);

- mudanças de grade e posterior mudança na grade do ciclo básico, não foi explicitado, discutido,
quais os benefícios para os alunos;

- necessidade de ampliação na oferta de estágios;

- promoção,maior fomento do curso;

- possibilidade da realização de TCC interdisciplinar (mais de um aluno como em RP);

- maior apoio da direção para disponibilizar ônibus e viagens em projetos, visitas, congressos,
voltados para cada curso.

DO CURSO EM SI

Foi solicitado que cada representante, falasse sobre o mesmo e sua relevância na vida acadêmica
e futuro profissional, falei então em linhas gerais da importância e relevância do nosso curso no âmbito profissional, mas da necessidade de construção e união dos discentes e formandos em dar
uma visibilidade positiva do mesmo no mercado profissional.

Outros discorreram sobre o ciclo básico e a inovação quanto à interdisciplinaridade; além de
falarem também das perspectivas dos seus cursos.

Sei que não falei tudo, mas posso assegurar que tudo que está escrito foi dito. Segundo eles, todas
as informações irão subsidiar um relatório que será entregue na direção da USP e que o mesmo
deverá ser público. Esperemos acontecimentos! Mas sem esquecer que a mudança, também
depende da gente.

Por fim, faço um desabafo de ordem PESSOAL: não sei se por força de inexperiência, timidez,
senso crítico, fiquei MUITO desapontada pela passividade e silêncio da maioria dos representantes dos cursos da EACH diante de situações e problemas pontuais do campus e parabenizo uma jovem de LZT Rayssa e outra de LCN que não consegui memorizar o nome, que de forma corajosa colaboraram no dia de hoje, reafirmando e relatando todas as dificuldades EXISTENTES, REAIS, seja no campus como nos seus cursos. Tive a falsa impressão que estudava Neverland !!

Abraços

Natália Prado

Diretoria de Relações Públicas CA Herbert de Sousa

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Ainda há esperança. Que venham os futuros líderes deste país...

Jovens querem ser políticos

USP LESTE - EACH

Vídeo institucional da EACH parte 1.

Vídeo institucional da EACH parte 2.

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 1

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 2