domingo, 3 de abril de 2011

Vitória do movimento estudantil: Boueri assina cartas de compromisso ‹ DCE Livre da USP

Vitória do movimento estudantil: Boueri assina cartas de compromisso ‹ DCE Livre da USP

Vitória do movimento estudantil: Boueri assina cartas de compromisso

Depois de muita pressão dos mais de 500 estudantes presentes num debate realizado ontem (31 de março) na USP Leste (o DCE Livre da USP tuitou em tempo real), o professor José Jorge Boueri Filho, diretor da EACH, assinou três cartas de compromisso escritas pelas/os estudantes.

Ele se comprometeu a divulgar o vídeo gravado durante o evento, a realizar a próxima reunião da Comissão de Graduação (CG) aberta a toda a comunidade eachiana e se declarou a favor da permanência da graduação em obstetrícia.

É nosso dever continuar e ampliar a mobilização para mostrar para essa CG e para a sociedade que não aceitaremos nenhum corte de vaga e o fechamento de nenhum curso!

Confira os documentos:

Cuidado com a reforma política.

Excluída a criação da medida provisória e a reeleição, em nada se modificou o cerne do sistema político brasileiro instituído na Constituição de 1946.
Durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte prevaleceram as ideias de implantação do regime parlamentarista e do voto distrital misto. Apenas na votação em plenário, em março de 1988, venceram a proposta presidencialista e o voto proporcional para a Câmara dos Deputados. Foi Sarney, agora arauto da reforma política, que, no afã de obter cinco anos de mandato presidencial, promoveu a derrota do parlamentarismo e do voto distrital misto, acoplada à concessão de um quinto ano de exercício da Presidência da República.
Interesses de assunção ao poder presidencial levaram a que o PT se unisse a Quércia e a Maluf na vitoriosa campanha pelo presidencialismo em 1993, ao que se somou a total inoperância da revisão constitucional no plano político, cujo único resultado foi a redução do mandato do presidente da República para quatro anos, sem reeleição, introduzida depois por Fernando Henrique e cuja supressão agora é proposta pela Comissão da Reforma Política.
Há muitos temas em debate, mas a grande questão diz respeito ao sistema eleitoral para a eleição de deputados e vereadores: proporcional, lista fechada, distritão, distrital puro, distrital misto, proporcional por distritos.
No sistema proporcional atual, o partido elege tantos deputados quantos resultam do número de votos recebidos pelo partido dividido pelo quociente eleitoral, que, por sua vez, é alcançado mediante a divisão dos votos válidos na eleição pelo número de deputados do Estado. Se São Paulo tiver 21 milhões de votos válidos, sendo 70 as cadeiras do Estado na Câmara, o quociente é de 300 mil votos. Se o partido teve 3 milhões de votos, cabe-lhe ter dez deputados.
A tentativa de alterar o sistema proporcional é contínua, mesmo porque consabidos seus vícios: milhares de candidatos a disputar, em lista aberta, por todo o Estado, encarecendo a eleição; distância entre eleitor e candidato; prevalência de celebridade, cantor, palhaço ou ex-BBB; vota-se na pessoa, mas sem perceber se está a votar também no partido, pois o milhão de votos em Tiririca elevou, pelo sistema proporcional, o número de vagas do seu partido e dos coligados. Vota-se em A, elege-se B; compra de apoio de líderes de redutos eleitorais consagrando quem tem dinheiro, mas não tem laços com a comunidade; fragilização dos partidos políticos, pois candidatos de um mesmo partido digladiam entre si.
Pelo sistema da lista fechada ou preordenada, busca-se fortalecer os partidos, pois não mais se vota em candidatos, mas em partidos políticos que terão número de vagas correspondentes aos votos recebidos na forma proporcional acima descrita. O partido indica em convenção a ordem da lista dos deputados. Se o partido ganha direito a dez cadeiras, os primeiros dez da lista estão eleitos. Não se afastam males do sistema proporcional, pois se votará no partido, por exemplo, do Tiririca, mas por causa do Tiririca, que constará do cimo da lista, sem dúvida, pois do contrário não se candidataria. Ganha muita força a oligarquia partidária e afasta-se o eleitor do candidato.
Pelo sistema apelidado de distritão, elimina-se o quociente eleitoral, a forma proporcional. Os candidatos disputam em todo o Estado e serão eleitos os mais votados, independentemente dos votos recebidos por seu partido. Dá-se total preferência à pessoa do candidato, com menosprezo ao partido. O conjunto da votação partidária será ignorado, além de ser mantido o mal da lista aberta do sistema proporcional.
No sistema distrital puro, aproxima-se o candidato do eleitor, reduz-se o campo geográfico da disputa, com barateamento da eleição, impede-se o surgimento de candidatos paraquedistas, porém é prejudicial a eliminação de qualquer proporcionalidade, com supressão de representação das minorias, por vezes bem votadas, como sucedeu com o Partido Liberal na Inglaterra. Conduz ao fim da multiplicidade de vertentes no Parlamento.
O sistema distrital misto adotado na Alemanha seria o ideal, com o eleitor tendo dois votos, um no candidato do distrito e outro no partido, que apresenta lista fechada. Ganham, pelo sistema majoritário, os candidatos eleitos nos distritos e, pelo sistema proporcional, os candidatos da lista partidária, em número para completar as cadeiras a que faz jus o partido, em vista dos votos recebidos, mas não preenchidas pelos resultados dos distritos. Combinam-se as virtudes de ambos os sistemas, mas as dificuldades estão na necessidade de emenda constitucional e na compreensão do sistema pela população.
Por fim, há a proposta de votação em distritos, mas proporcional, razão pela qual poderá ser estatuída por projeto de lei. A disputa, em vez de ser em todo o Estado, dar-se-á em distritos nos quais é dividido o Estado, em número três vezes superior ao número de deputados do Estado, para se ter distritos menores. O cálculo dos eleitos, todavia, deve ser feito pelo sistema proporcional. Por esta proposta, sugerida pelo professor José Afonso da Silva, os candidatos não são eleitos nos distritos, mas votados no distrito em que concorrem. O número de cadeiras será determinado pelo sistema proporcional, em vista do conjunto de votos do partido no Estado. O partido com direito a dez deputados terá os dez mais votados do partido em todo o Estado como eleitos. As vantagens estão na proximidade entre eleitor e candidato, no barateamento da disputa, na ausência de luta entre candidatos do mesmo partido.
Interesses subalternos, muitas vezes, ditam as preferências dos partidos. A sociedade deve estar atenta em face de mudanças que visem apenas ao aumento de bancadas, e não à melhoria de nosso sistema político.
ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA JUSTIÇA 

sábado, 2 de abril de 2011

Alunos ameaçam parar a USP Leste

Estudantes do campus Leste da Universidade de São Paulo querem parar na próxima quinta em protesto a possível extinção de vagas


O campus Leste da Universidade de São Paulo (USP) está em polvorosa. Um relatório chamado "Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP" vazou para os alunos, há duas semanas, e vem provocando protestos entre os estudantes. O relatório sugere o remanejo e a extinção de vagas em alguns cursos e a fusão do curso de obstetrícia com o de enfermagem.

No estudo, são citados como motivos para a extinção do curso de obstetrícia o fato de que o diploma não é reconhecido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e que há baixa procura pelas vagas. A coordenadora do curso, a professora Nadia Zanon Narchi, desmente a afirmação. "Há procura sim, e a maioria das 120 vagas está preenchida", falou. 





















Porém, Nadia admite que a falta de reconhecimento do diploma atrapalha os egressos do curso. "De 90 alunos formados pelo curso, apenas 20 estão empregados, mas o profissional obstetra é fundamental para muitas situações que envolvem a saúde da gestante e para mudar o quadro do Brasil como campeão mundial do número de partos com cirurgia cesárea", afirmou a coordenadora.

Alunos estão organizando uma paralisação para a próxima quinta-feira, dia em que ocorre a reunião do grupo de estudos da diretoria da USP-Leste, que vai continuar o debate sobre os cursos que deverão sofrer mudanças.

Na última quinta-feira, o diretor da USP-Leste, Jorge Boueri, esteve reunido com um grupo de 200 alunos de diversos cursos. Os estudantes exigiram que Boueri assinasse documentos se comprometendo a não diminuir as vagas e dizendo ser  contra a extinção do curso de obstetrícia. Ele assinou apenas o que se comprometia a não extinguir o curso que forma obstetrizes.

Porém, alunos do curso estão inseguros em relação ao que vai acontecer. "O diretor não falou se a obstetrícia vai acabar. Não sei nem se vou conseguir me formar", disse Leonor Pinheiro, de 25 anos, que está no quarto ano. 


Emails sobre Inserção Profissional para formados em GPP

Caros Alunos(as),

Segue - abaixo - duas oportunidades de programas de Trainee de empresas de consultoria que têm áreas de prestação de serviços para governos.

http://www.pwc.com/br/novageracao

http://www.dreves.com.br (cosultar o programa da KPMG).

Tratam-se de oportunidades para aqueles alunos que pretendem trabalhar na iniciativa privada utilzando de seus conhecimentos sobre gestão/políticas públicas. Lembro que - atualmente - temos alguns alunos e egressos que trabalham em atividades similares/iguais as que são ofertadas.

Um abraço,

Fernando Coelho





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Caro Coelho e colegas,

o processo da PwC é realizado através de empresa contratada e que inclusive pré - seleciona os cursos que poderão concorrer às vagas da empresa.

Nesses casos, como podem ver: http://www.elancers.net/frames/pwc/frame_geral.asp GPP não faz parte do "grupo seleto" de cursos indicados, o que literalmente, tende a zero as chances de avançar no processo para nós.

Demonstro isso, por que sei que o curso vai entrar em um momento de eleição de coordenadores, e esta questão (a visibilidade do curso seja na inic privada, 3 setor ou setor públ) é uma plataforma importante no debate.

Att,
Alexandre Lima (Malufinho)





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Caro Malufinho e alunos,

Não havia me atentado para tal, no caso da PWC. Sem dúvida, em casos como esse, temos que apresentar o curso para os recrutadores. Tenho notícias de alunos de nosso curso que usam como artíficio o apontamento de nosso curso tal como se fosse de Administração Pública e, posteriormente, durante o processo, explicam tal situação.

O problema (maior) é no setor público. Temos concursos, sobretudo em municípios, que ainda não prevêm a nossa nomenclatura. Abaixo, envio uma mensagem que recentemente envio à Secretária de Administração de Osasco, após alguns alunos de nosso curso alegarem que não consiguiram se inscrever no concurso público para analista de RH daquela Prefeitura Municipal.

Essa é uma situação que todos devemos enfrentar pro-ativamente.

Um abraço,

Fernando Coelho

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 Data: Thu, 06 Jan 2011 14:29:59 -0200
 De: fernandocoelho@usp.br
 Assunto: Informações sobre o Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas - EACH-USP
 Para: cristianedutra@uol.com.br

Prezada Sra. Cristiane Dutra
Secretária Adjunta de Administração do Municiípio de Osasco-SP

Conforme nossa conversa - por telefone - nesta tarde, escrevo para repassá-la algumas informações (adicionais) do curso de graduação em Gestão de Políticas Públicas (GPP) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP).

Implantado em 2005 no novo campus da USP na zona leste da capital, o curso de GPP é um exemplo de projeto inovador no ensino superior em Administração Pública no Brasil. Como o estatuto da universidade proíbe a oferta de dois cursos iguais no mesmo município, diante da já existência do curso de Administração na FEA-USP e sendo o curso de Administração Pública uma habilitação do curso de Administração, a EACH-USP concebeu, então, um bacharelado em Gestão de Políticas Públicas.

A partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão na área de Gestão de Políticas Públicas, o curso com 120 vagas/ano, 60 no período matutino e 60 no período noturno, visa preparar lideranças, em níveis estratégico e tático, comprometidas com a eficiência, eficácia e efetividade das instituições públicas.

A grade curricular do curso oferece disciplinas que englobam todo o processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle) a partir das diversas áreas funcionais da administração (recursos humanos, finanças, sistemas de informação (e-gov), logística, processos, projetos e governança). Além da vantagem de essas disciplinas serem ministradas (e problematizadas) a partir das especificidades do setor público, os alunos têm um formação acadêmica tecnopolítia com o aporte da teoria e aplicações da Ciência Política em geral e das Políticas Públicas em particular, o que permite uma compreensão ampla (e realística) da dinâmica das organizações públicas.

Informações adicionais sobre o nosso curso estão disponíveis no site www.each.usp.br/gpp e no folder (em anexo). Sem dúvida, nosso curso está
no rol de competências/qualificações para o concurso público de analista de recursos humanos da Prefeitura de Osasco-SP.

Quaisquer dúvidas adicionais, estou à sua disposição para esclarecimentos.


Cordialmente,


Fernando Coelho


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Prof. Dr. Fernando de Souza Coelho
Universidade de São Paulo
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas
Curso de Mestrado em Sistemas Complexos
e-mail: fernandocoelho@usp.br
TEL. (com.): +55 11 30918879
tel. (cel.): +55 11 96551060
site: www.each.usp.br/gpp




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De fato, eu já usei essa tática...

Mas concordo com você, o maior problema é mesmo no setor público. Na lista da FENEAP, inclusive, está sendo discutido isso essa semana.

Levantaram um caso no Paraná no qual a contratação para a prefeitura era exigido diploma de administrador (sim, de empresas):http://migre.me/3YF7W (código do cargo 65)

Quero crer que ninguém faz isso de propósito, mas sim por puro desconhecimento e por temer uma possível falta de profissionais para suprir a vaga.

E o que a FENEAP tem feito? Federação inclusive com alunos de GPP/EACH na composição. O Coelho, com o exemplo de Osasco, nos mostra que o problema está mais perto do que imaginamos.

Abraços,
Alexandre




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Gostaria de contribuir ao debate dessa nossa visibilidade no setor público.

Sou funcionária na Coordenadoria de Assistência Social Sudeste e atualmente exerço atividade no setor administrativo financeiro. Internamente a Coordernadoria funciona um Observatório de Política Social Local, no qual trabalham assistentes sociais, administradores e sociólogos. Buscando integrar-se a esse grupo, por própria solicitação do coordenador da área, fui informada pelo RH de SMADS que eu não poderia fazer parte desse Observatório por meu curso não estar dentro dos cursos de graduação indicados a compor o quadro de pessoal do Observatório.
As atividades do Observatório contemplam as 3 fases das políticas públicas, e na parte que compete aos sociólogos fica incumbida a elaboração de relatórios, mapeamento sociais no município e avaliação das políticas públicas. Basicamente o que aprendemos em 4 anos de curso!
Não poder desempenhar esse tipo de atividade é "dar um tapa na cara" de quem fez 4 (ou 5) anos de GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Att

Kassia Beatriz Bobadilla





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Prezada Kássia e Caros Alunos,

Este é um dos pontos que trabalharemos nos próximos dois anos; qual seja: a ampla divulgação do nosso curso e a consolidação de GPP como a profissão/ocupação mais indicada ao Estado para o ciclo das políticas públicas e o processo de gestão pública.

Neste sentido, vocês devem nos apontar os problemas e sempre nos pronunciaremos perante esses órgãos, algo que eu fazia - individualmente - em relação à inserção de GPP no rol de profissões (de ensino superior) em concursos públicos.

Por favor, passe-me o contato deste órgão para nos pronunciarmos.

Em nossa área (ciências sociais aplicadas) não há um sociologia de profissões (e corporativismo) que associe profissão com ocupação - isso ocorre, sobremaneira, na área de Saúde (veja o caso de Obstetrícia). No nosso caso falta divulgação/esclarecimento. Trabalharemos neste sentido.

Um abraço a todos,

Fernando Coelho





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Caro Professor Fernando,

No caso da SMADS, como pontua a colega Kássia, não se trata de uma "divulgação" do curso, mas sim de um marco legal mesmo, que, como em todo o governo,é um custo para que se mude. A indicação de cargos são oferecido especificamente à essas profissões, pois saberem que existe o curso, a SMADS sabe, pois bem usou e abusou de nossa força de trabalho (como estagiários, claro), você sabe bem, pois foi responsável pelo setor.

Pra falar bem a verdade chegou a hora da EACH parar de brincar e começar a ser vetor político de verdade, pois o caso de obstetrícia nos deixa frustrados e envergonhados, sem contar no possível corte de vagas. Cadê aquela USP Leste prometida, suada? Precisamos resgatá-la a qualquer custo, precisamos ser mais agressivos, não dá pra deixar seus alunos no escuro, meu Deus, até quando?

Desculpe o desabafo!

Bruno George Abud
GPP - Noturno





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Caro Bruno,

Sem problemas. Desabafo é normal e você deve ter os seus motivos. Eu acredito que o marco legal possa ser alterado. Um exemplo: em 2009 a Prefeitura de São Paulo (pela Secretária Municipal de Gestão) propos o design de uma carreira (específica) para GPP no município. É uma questão de articulação/negociação política que, na minha opinião, não avançou por não ser prioridade da COC e não ter solicitações (e pressões) dos alunos para tal.

Concordo com você sobre o caso (atual) da EACH e espero que o relatório MELPHI seja um vetor de (re)mobilização política dos professores, funcionários e alunos em prol da defesa da escola, dos seus cursos, de suas vagas, etc. Esse é o caminho (e o que se espera): um contra-movimento, fortalecido.

Att.,

Fernando




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Oii Kassia, tudo bem?

Li sua manifestação quanto a sua regularização profissional na SMADS (Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social).
Kassia, sou estagiário na COPS (Cordenadoria do Observatório de Políticas Sociais), até nos vimos na porta do prédio da SMADS alguns dias atrás, meu supervisor é um formado de GPP na EACH, André Mello, e na CGB ( Cordenadoria de Gestão de Benefícios) há outro formado em GPP, o Rafael. A situação deles é estável estão trabalhando lá há mais de um ano e nunca tiveram problemas.
Converse com eles ou entre em contato com o RH da SMADS, porque está havendo falta de sincronia de informações. Ok?

Abraços

Gabriel LelekoCitando kassiabb@usp.br:

quarta-feira, 30 de março de 2011

Assembléia Geral dos estudantes da EACH - Boueri não vem...

Caros Alunos,
Com referência ao convite feito pelo DCE, informo que apoio e incentivo os debates. Neste momento, conforme o comunicado de 28/03, o âmbito dessa  discussão está na Comissão de Graduação.
Não gostaria de antecipar juízos sobre assuntos que estão sendo discutidos nos  Colegiados da Escola e que têm representação estudantil.

Desta forma, agradeço o convite formulado pelo DCE para participar na atividade  organizada para o dia 30/03, mas coloco-me à disposição para esclarecimentos  após a manifestação dos Colegiados da EACH, além disso, no dia 30/03/2011,  estarei na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro, cumprindo
compromisso assumido anteriormente.


Saudações EACHianas,
Jorge Boueri






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terça-feira, 29 de março de 2011

Chamada para bolsas PIBIC e Projeto de extensão

Prezad@s alun@s,

Peço licença nessa lista para fazer dois chamados, um de bolsa e outro para projeto de extensão:

1) Bolsa de iniciação científica (PIBIC)

Para os que têm interesse, disposição (e vocação, se possível!) em desenvolver pesquisas numa das seguintes áreas:

acesso à informações públicas / transparência
políticas culturais
acesso ao conhecimento/direitos autorais/propriedade intelectual
temas ligados à internet:  neutralidade, compartilhamento, privacidade, etc.
Software livre na gestão pública
Sociedade da informação (em geral)

Enviar p/ e-mail machado@usp.br com link com curriculum lattes e uma breve descrição com as razões de interesse (até o dia 07/04). 
As candidaturas podem ser aproveitadas para outras modalidades de bolsas em outros projetos do GPOPAI.

2) Voluntário (ou bolsista) de Projeto de Extensão
O Projeto Reserva Cultural é experimento social, local de encontro e de ação política, cultural e ecológica. Inspirado nos "faxinais", nome dado no Brasil a locais onde há formas comunais de propriedade, com o uso coletivo de terras e compartilhamento de máquinas e instrumentos agrícolas. O objetivo principal desse é otimizar os recursos disponíveis em prol do benefício coletivo. 

A Reserva Cultural é um espaço para compartilhar cultura. Lá as pessoas tem acesso aos livros, filmes, revistas, CDs e softwares e mesmo cópias de material didático. Além disso, apoiamos e promovemos a realização de atividades culturais na EACH. Queremos ampliar a participação de alunos, professores e funcionários, para isso convidamos você para contribuir com novas idéias e ações. 

Estamos na primeira sala do térreo do bloco 3 (Ciclo Básico). Para mais informações, visite: http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/Reserva 
Contato: Reserva Cultural reservacult@gmail.com  ou machado@usp.br
Oferecemos a(o) voluntári@: 

- Ambiente legal e amigável 
- Milhares de filmes e livros à disposição 
- Possibilidade de desenvolvimento de projetos ou ações 
- Experiência em projeto inovador, colaborativo e com gestão participativa 
- Emissão de certificado de participação pelo coordenador do projeto 
- Possibilidade de obter bolsa no futuro, caso haja interesse para tal 

Requisitos necessários 
- Disposição para trabalhar em equipe 
- Ser ou ou se tornar um comunitário (compartilhando conosco) 
- No mínimo 1h fixa por semana de dedicação.







Prof. Jorge Machado - GPP


segunda-feira, 28 de março de 2011

Comunicado da Direção sobre o Relatório Melfi.

Prezados Docentes, Funcionários e Alunos,

Encaminho Comunicado da Direção referente a Relatório Final do Grupo de Trabalho para Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da EACH.

Patrícia Andréa Borges
Secretaria da Diretoria
EACH / USP
(11) 3091-1034
diretoria-each@usp.br




Assembléia Geral dos estudantes da EACH

Pessoal
Semana passada e essa semana tivemos vários momentos para refletirmos sobre as mudanças que estão colocadas para a EACH.
Um dos momentos mais importantes foi a Assembléia Geral dos Estudantes da EACH.

Segue abaixo as deliberações das assmebléias (12 e 18h):


Encaminhamentos da Assembléia Geral da EACH do dia 23 de março
Eixos de mobilização:
Não ao relatório Melfi
Não à extinção do curso de obstetrícia e ao corte de vagas do curso de LCN
Por uma reforma democrática na EACH

Calendário:

De 24/03 a 31/03 - indicativo de assembléias de curso

24/03 - às 14h - Ato na ALESP

25/03 - 15h30 - espaço dos estudantes - GD sobre o relatório Melfi:
Grupo de discussão aberto a todos os estudantes que incorpore as posições e discussões das assembléias geral e de cursos e discuta um contra relatório ao do Melfi para ser apresentado na próxima assembléia geral da EACH.

26/03 - às 10h - vão do MASP - ato pela mulheres e pela continuação do curso de obstetrícia

30/03 - Audiência Pública com o diretor Boueri cobrando seu posicionamento sobre o relatório Melfi
às 11h e 14h rodas de conversa sobre o relatório
às 16h - ato unificado
às 18h - audiência pública no auditório

31/03 - 12h e 18h - Assembléia geral da EACH
Pautas: balanço da semana e reformulação da EACH

07/04 - CG
Pela retirada da Pauta do relatório Melfi da CG do dia 07/04
Indicativo de paralização para esse dia a ser discutido nas assembléias de curso e assembléia geral da EACH do dia 31/03

Outras resoluções:
"Pela responsabilização dos responsáveis pela implementação da USP Leste"

Em anexo o relatório Melfi: "Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades"
Abaixo-assinado em apoio a manutenção do curso de Obstetrícia: http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/8452


Espero tod@s junt@s nas próximas atividades para pensarmos coletivamente sobre as questões que envolvem a nossa unidade!

Mayara Patrão
Diretora do DCE Livre da USP "Alexandre Vannucchi Leme"
Gestão "Todas as Vozes"





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BOUERI NÃO VEM




Caros Alunos,
Com referência ao convite feito pelo DCE, informo que apoio e incentivo os debates. Neste momento, conforme o comunicado de 28/03, o âmbito dessa  discussão está na Comissão de Graduação.
Não gostaria de antecipar juízos sobre assuntos que estão sendo discutidos nos  Colegiados da Escola e que têm representação estudantil.

Desta forma, agradeço o convite formulado pelo DCE para participar na atividade  organizada para o dia 30/03, mas coloco-me à disposição para esclarecimentos  após a manifestação dos Colegiados da EACH, além disso, no dia 30/03/2011,  estarei na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro, cumprindo
compromisso assumido anteriormente.


Saudações EACHianas,
Jorge Boueri






domingo, 27 de março de 2011

Insumos para a Assembleia de GPP

Colegas,

Amanhã haverá reunião da Assembleia de GPP, em 2 horários para discussão de 2 temas muito pertinentes nesse momento de reviravoltas político-acadêmicas no âmbito de toda a nossa Unidade, pra não dizer de toda a USP. Um desses temas será quanto a presente situação da CoC-I de GPP, e possíveis repercursões que possam vir "de cima", especificamente da CG, sobre nós, à partir do dia 29, fim do atual mandato do prof. José Renato, caso não seja protocolado pela mesma CG, um encaminhamento da CoC-I "formalizada", em formato mínimo comum à toda a USP.

Como eu fui dos RDs que esteve presente a todas as reuniões da CoC, ordinárias e extraordinárias, que trataram desse tema, creio que seja melhor que eu reporte para todos o meu entendimento da situação, pra que possam se localizar amanhã nos debates da Assembléia.

Antes de tudo, é que tod@s saibam o que é a CoC-I (Comissão de Coordenação de Curso): de acordo com o Regimento da EACH, (Resolução 5.605 de 18.01.2011: http://www.each.usp.br/site/regimento.php  as CoC são órgãos assessores da Comissão de Graduação, formada e com regimentos próprios, propostos pela CG à Congregação (colegiado geral) da EACH. No Regimento, portanto, não se determina nenhuma caracterização da composição das CoC, exceto que a Representação Discente deveria ser equivalente a 20% do número de docentes DO COLEGIADO (da CoC), sem especificação, portanto a titularidade ou suplência dos mesmos docentes.

As CoC são tomadas por órgãos assessores à CG, pois a EACH não possui estrutura departamentalizada por curso ou área, de forma que a CG é a responsável pelas diretrizes de todos os cursos de graduação da EACH, espera-se, pelo bem da interdisciplinariedade que deveria caracterizar a Unidade. A assessoria das CoC se dá através do estabelecimento diretirzes, e disposições de como melhor administrar as determinações da CG, no âmbito de cada curso. E como todo órgão colegiado da Universidade, deve pautar-se pelo critério de gestão democrática da ensino superior, princípio constante da Constituição Estadual, LDB e Constituição Federal.

Devido ao histórico de implantação recente da EACH, em seus primeiro dias ela era dirigida por uma estrutura transportada "do alto", com diretor apontado "pro tempore, e Congregação já formada, para dar o pontapé inicial em cada coisa. Dessa forma, de acordo com a Portaria EACH 004/06 de 18 de Janeiro de 2006 (segue anexa), os coordenadores de cada curso ainda eram
apontados diretamente pela Congregação, dentro de um modelo "tradicional" de CoC, que vislumbrava apenas 7 membros: coordenador e suplente eleitos pela Congregação; 3 membros eleitos dentre os docentes do curso; 1 docente externo, eleito pela própria CoC-I, e 1 RD eleito dentre os discentes. Além do mais, o mandato do coordenador era definido em 3 anos, com recondução.

Esta estrutura por demais "auto-referenciada", suscitou uma crise de governabilidade dentro do curso de GPP, como não poderia ser diferente pelo perfil de "ethos republicano democrático", que, em tese, sempre deveria pautar a nossa formação. Com esforços conjuntos do discentes e dos docentes, o então coordenador foi "destronado", e se afastou da EACH. Num acordo firmado do mais elevado "ethos republicano democrático", os corpos discente e docente convencionaram um pacto, pela formação de uma CoC-I ampliada, a ser formada por todos os docentes e 1/3 de representes discentes, que tomariam todas as decisões sobre a administração do curso, de acordo com as diretrizes da CG, em reuniões abertas altamente deliberativas, no sentido de chamativas ao debate. Assumiram como coordenador e suplente, desde então, os professores José Renato Araújo e José Carlos Vaz.

Seguiram com um primeiro mandato de 3 anos, mas porque todas as estruturas da EACH tinham que se adaptar a seguirem "por conta própria", não mais cabendo a direção "desde cima", houve modificações nos textos regimentares da CG e das CoC, que reduziram o mandato para 2 anos, e nada disseram sobre a composição das mesmas. De toda forma, o coordenador e suplente deixaram de serem eleitos pela congregação, e passaram a serem eleitos dentre seus membros titulares. Dentro dessa mudança, de maior liberdade e autonomia para os órgãos colegiados da EACH, a nossa CoC continuou com sua prática ampliada e participativa, tomada como um (mal) exemplo pelas demais CoC da EACH e da USP, dependendo das suas posições quanto a participação democrática. Porém, mais de uma vez a CoC-I foi demandada no sentido de "formalizar" sua estrutura pelo "mínimo". A solução que se encontrou, foi sempre a de formalização "pró-forma", dando-se os nomes do coordenador e suplente, como membros natos, e seguindo-se com a vida.

Em 2009, nova mudança proposta pela própria CG quanto a sua estrutura foi deliberada e aceita nesse colegiado, e iniciada proprosta de substituição do anacrônico regimento das CoC, ainda do período de administração "externa" à EACH, de 2006. Em 2011, como apontado, foi também aprovado novo Estatuto da EACH, que delega a estruturação das CoCs à CG, em decisão de deliberação colegiada. Ou seja, não haveria ainda uma norma para as CoC ainda adequada ao estatuto de autonomia da EACH, que já se dirige por órgãos colegiados "nativos".

Porém, tal não é o entendimento da atual presidenta da CG, Monica Yasuda. A prof.ª Monica, entende que na ausência de normas explícitas, e ainda diante da não aprovação do novo regimento das CoC (em tramitação), as CoC ainda deveriam ser regidas pelo regimento de 2006, ques estabelecia composição com no máximo 7 membros. É de seu entendimento também, que a imediata formalização das CoC a esse modelo reduzido comum a maioria dos cursos da USP, serviria para aliviar muitos "constrangimentos" à EACH, quanto a essa ser considerada bagunçada. Claro é, que a única CoC-I "bagunçada", por amplo o debate, é a nossa. Claro também, que na exigência de formalização imediata, se negligenciou o fato de que o Regimento de 2006, ainda previa eleição de coordenadores e suplentes pela congregação da EACH, e com mandato de 3 anos.

De toda forma, o "pedido" urgente de "formalização" da CoC-I de GPP veio da CG, com um certo tom de ameaça, quanto ao não reconhecimento de qualquer próximo coordenador eleito fora do modelo proposto, e não contaríamos sequer com o auxílio da secretária de curso, funcionária da EACH, para cuidar do pleito eleitoral. Caso ficássemos sem coordenador, todos os atos administrativos da CoC-I seriam nulos, e corríamos mesmo o risco de uma "intervenção", a prórpia CG escolhendo um coordenador, ou assumindo ela mesma, as responsabilidades administrativas do curso.

Diante dos riscos para o curso, foram realizadas 4 reuniões consecutivas para se deliberar a pertinência ou não do acatamento imediato da "solicitação" da CG, e estratégias que poderiam ser tomadas. As alternativas se reduziram, basicamente a duas: encaminhar uma listagem, "pró-forma" de nomes suficientes para formarlizar a CoC perante a CG, mas submeter as ações daquela à vontade do colegiado ampliado, que seguiria com a sua prática ampliada, e já pactuada desde 2006; ou, por outro lado, negaríamos a "solicitação", marcando ponto quanto a maior adequação de nossa prática aos ditames de uma gestão democrática, como regem as Leis Maiores Estadual e Federal.

Em reunião da CoC de 1° de março de 2011, iniciou-se a deliberação final sobre o tema. Antes da votação dessa pauta, foi votada uma reatualização do pacto entre os corpos discente e docente (cujo texto segue anexo), comprometendo todos à manutenção da deliberação em colegiado ampliado, e subordinação de todas as ações às suas decisões, não importando os resultados externos á respeito da formalização ou não da CoC, e da aceitação ou não pela CG. Tal proposta foi aprovada por UNANIMIDADE (inclusive pelos então concorrentes à coordenação Fernando Coelho e Jorge Machado), reforçando os laços entre os estudantes e professores pela gestão democrática de GPP, na EACH e na USP. Depois votou-se a formalização, e decidiu-se, por 6 votos a 7 (5 votos de todos RDs presentes), pela não formalização imediata da CoC-I.

Isso foi antes do lançamento do Relatório Melfi, que também será tema de pauta da Assembléia. Relatório que trouxe muito consternamento para todos na EACH, com suas propostas absurdas de corte de vagas, e extinção do curso de Obstetrícia. Embora endossado pelo nome do mesmo ex-reitor responsável quando da implementação (porém, não formulação) da EACH em 2005, e com resultados já direcionados para um dos carros chefes do plano de governo do atual magnífico reitor, Grandino Rodas, de "remanejamento" de cursos com pouca "demanda social", o relatório não é definitivo, não tem poder de ser implantado de imediato. Primeiro, precisa passar por votação, sucessivamente, na CG, na Congregação, e no Conselho de Graduação (CoG) geral da USP. Ou seja, precisa ser votado por RDs e professores, principalmente coordenadores de curso, dentro de cada uma dessas instâncias, onde poderá ser derrubado em definitivo.

Diante de tal quadro político, que bem expôs a professora Cristiane Kersches durante a presente campanha eleitoral pra Coordenador de GPP, com mudanças extremadas de oportunidades e ameaças, parece que se faz oportuno que tenhamos, garantido o voto na CG e demais órgãos aos quais um coordenador de GPP possa votar, em nome da nossa causa comum de ampliação de democracia, e portanto, negação da construção do Relatório Melfi. Para tanto, teríamos que formalizar perante a CG uma lista, "pro-forma" dos integrates "titulares" e "suplentes" da nossa CoC-I, em formato reduzido, apenas como saída estratégica. Porém, como houve antes, podem haver divergências legitimas quanto a legitimidade de um órgão que atua contra as próprias regras e valores pelos quais deveria funcionar, ou seja, uma "falsidade ideológica" por parte de todos nós.

Eu já me reportei ao ainda coordenador José Renato, e também ao vencedor do pleito, Fernado Coelho, no sentido de saber as posições dos mesmos quanto a situação, e ambos reforçaram seu compromisso com nosso pacto participativo, e que farão todo o barulho possível pelo mesmo, inclusive anexando o texto do mesmo e Ata da CoC de sua votação, junto com o processo de "formalização" pró-forma da nossa CoC, além da Ata da próxima reunião da CoC, terça feira 29, para a homologação dos resultados gerais das nossas eleições independentes, e AMPLAMENTE DEMOCRÁTICAS para a coordenação, que inclusive foi pautada pela etapa de votação de todo o corpo discente (e cujo resultado será também anexo), reforçando que esse é o modelo que iremos seguir, e desejamos que os demais sigam, apesar de nos sujeitarmos, formalmente, à solicitação da CG por um número "mínimo" de titulares e suplentes de CoC reduzida.

Este tema será trazido amanhã à Assembleia. É importante que a maioria das pessoas estejam informadas do que houve, e do que está em jogo, e assuma uma posição, para que os RDs possam encaminhar à CoC. Seguem anexos os documentos pertinentes que eu consegui encontrar.

Desculpem o longo e-mail, mas tinha que me deixar o mais claro possível, dentro das minhas limitações e importância da matéria.

Boa Deliberação e Boa Sorte para Tod@S!

--
Vinicius Felix
Graduando em Gestão de Políticas Públicas EACH/USP
http://stoa.usp.br/vfelix

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Da Assembléia Geral de GPP


Diante dos últimos acontecimentos em relação ao Relatório sobre os cursos da EACH, o
Centro Acadêmico Herbert de Sousa  (CAHS)  convoca todos os estudantes de Gestão de
Políticas Públicas para Assembléia Geral de GPP a ser realizada no dia 28 de março de 2011,
segunda-feira, em dois horários (12h e 18h) no Anfiteatro do Ciclo Básico, para definir os
encaminhamentos necessários.

Durkheim: Suicídio é um fato social?

Porque o suicídio pode ser estudado como fato social? E porque os fatos sociais devem ser considerados como “coisas”?

Acho que do que li até agora posso dizer que Durkheim entende o suicídio como fato social por causa de sua regularidade social.

Em princípio, ele descarta o suicídio como conseguência direta de patologias psicológicas ou se preferir doenças mentais, embora reconheça a propenção desses indivíduos ao suicício. Ele descarta então qualquer explicação que parta do indivíduo. Desta forma, os fatores explicativos do suicídio não se localizam no indivíduo, mas na sociedade, designando assim como fato social.
Durkheim classifica as formas de suicidio de acordo com as suas causas. Dessa forma, o suicidio por ser resultante tanto intensa integração do indivíduo na sociedade (suicidio altruista) como da falta de integração (suicidio egoista). Também pode ser da super regulamentação (suicidio fatalista) como da falta de regulamentação (suicídio anômico).
Fato social, para demonstrar com mais clareza essa relação, entre suicidio e fato social, definimos a noção de fato social. Uma de suas características essenciais, é que o fato social tem como substrato os homens em comunhão, em suma o social, ou se prefirir a sociedade. Ora, se, como está demonstrado por Durkheim, pelo menos pretensamente, a taxa de suicídio varia conforme modificações na ordem social, ou por causa delas, então, conforme conclui Dukheim, o suicidio tem como substrato a sociedade, e não, como se queria, o indivíduo. Dessa forma, o suicidio é um fato social ou da sociedade.

Durkheim, creio, não se interessava com as emoções dos indivíduos, se se sentiam bem ou mal (Durkheim mantinha-se no nível do comportamento efetivo, sua sociologia não aprofunda na dimensão do sentido da ação). São questões subjetivas, difíceis de serem controladas pela pesquisa científica.
Por outro lado, a partir do "suicídio", Durkheim pode afirmar que as sociedades modernas não necessariamente trazem mais felicidade, ou a maior felicidade de todos não pode ser considerado o objetivo dos homens quando esses desenvolvem a divisão do trabalho social. É uma questão interessante, por que não aprofundar para o seminário? Não é um problema também de inadequação do indivíduo à sociedade. Os super-ajustados, lembre-se, também cometem suicídio (vide suicídio altruísta e suicídio fatalista - categorias pouco desenvolvidas por Durkheim, carecendo de dados mais consistentes.


Anômico: Relativo a anomia, um estado de falta de objetivos e perda de identidade, provocado pelas intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno.

Fonte:
DURKHEIM, E., "O Suicidio". Os Pensadores (S.Paulo: Abril Cultural, 1878) pp. 163-202.

Ainda há esperança. Que venham os futuros líderes deste país...

Jovens querem ser políticos

USP LESTE - EACH

Vídeo institucional da EACH parte 1.

Vídeo institucional da EACH parte 2.

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 1

Opiniões sobre o ciclo básico da EACH. 2