Prezado(a)s colegas,
Venho por meio desta solicitar à Comissão Eleitoral de GPP que convoque uma Assembléia para discussão da revitalização da Atlética EACH.
Justifico-me. Desde o período de definição dos processos eleitorais para RDs e CA, há um grupo de colegas interessados na possibilidade de revitalizar a Atlética. Essa questão foi levantada na sessão noturna da Assembléia do dia 19/04 (segunda-feira), ocasião em que estava para ser resolvida a forma de realização da eleição de RDs, e, por falta de tempo hábil, ficou acertado com a Mesa de que a pauta da Atlética seria trazida na próxima reunião da Assembléia, a ser realizada no dia 23/04 (sexta-feira). Só que tal reunião nunca ocorreu, pois foi inviabilizada pela realização do plebiscito convocado no dia 20/04 pela Comissão Eleitoral, a ser realizado no dia 23/04, substituindo a ocasião para a Assembléia.
Alguns daqueles colegas tentaram, então, realizar, por conta própria, a convocação de uma Assembléia para levar a frente tal discussão, mas foram questionados sobre a legitimidade dos mesmos para convocar uma Assembléia, especialmente para tratar da Atlética.
O quadro que despontou é que, além de divergências sobre a atuação ou não de uma Atlética autônoma do curso, não há uma clara definição do atual status da entidade, uma vez que pode ser considerada tanto extinta, por uns, pela incorporação à AAAEACH, enquanto por outros, apenas sem atual gestão. Ora, definição do status de nossas entidades, e discussões sobre legitimidade de atuação são assuntos que deixam a esfera de interesse pessoais, e adentram no do interesse geral.
Eu entendo que o pleito daqueles interessados sobre a Atlética foi injustamente prejudicado pela decisão inesperada da Comissão Eleitoral. Ademais, o momento parece oportuno, no ensejo das eleições, para que discutamos a estrutura das entidades que temos. Portanto, tanto por uma questão de justiça quanto de oportunidade, insto que a Comissão Eleitoral de GPP convoque, para o próxima segunda-feira (dia 10/05), uma Assembléia para a discussão desta deste tema.
Recomendo como pauta:
Discussão sobre o atual status da Atlética GPP: está extinta ou inativa?
Se inativa, há possibilidade de lançamento de edital eleitoral para reativar a mesma? Se extinta, há possibilidade de refundação de uma Atlética de GPP independente?
Caso se decida pela sua reativação, definição de calendário eleitoral, pela atual Comissão Eleitoral de GPP, ou uma nova Comissão definida exclusivamente para tanto. Caso se decida pela refundação, agendamento de nova reunião da Assembléia para determinação estatutária para elelição da primeira diretoria. Eleição imediata dos membros da mesma, ou lançamento simplificado de edital eleitoral.
Acrescentando, acredito que esta seja uma discussão legítima dentro do nosso curso, especialmente no sentido de atentar para como a existência de nossas entidades estudantis autônomas e especializadas, como a Jr. Pública, o LABEX, e possivelmente a Atlética GPP, podem ajudar a desafogar a diretoria do Centro Acadêmico, e permitir maior contribuição de colegas que apresentam menor atuação, no modelo atual de nossa mobilização discente.
Para a maior participação de todos na Assembléia, considero de vital importância que a mesma ocorra em duas sessões, realizadas durante horários total ou parcialmente sobrepostos a ambos os periodos de aula, de forma a verdadeiramente atender aos alunos de ambos os períodos, inclusive os que trabalham. Reuniões à 17:00 ou mesmo 18:00, são completamente inviáveis para grande maioria dos alunos do noturno, por exemplo.
Estou contando com a compreensão, colaboração e presteza de vocês.
--
Vinicius Felix
9293-2566/ 2441-3227
Gestão de Políticas Públicas
EACH/USP
USP - Universidade de São Paulo / Escola de Artes, Ciencias e Humanidades / Gestão de Polítcas Públicas Conheça a pagina oficial do curso em http://each.uspnet.usp.br/gpp/
terça-feira, 4 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Moral e Politica em Nicolau Maquiavel - Vinicius Felix
Trabalho de conclusão da disciplina Introdução ao Estudo da Política - Professor Pablo Ortelado
Moral e Politica em Nicolau Maquiavel - Vinicius Felix
Moral e Política na Obra de Nicolau Maquiavel: justificação pela ética guerreira.
A critica a cerca dos escritos de Maquiavel, geralmente considerado o pai da ciência politica, abordam o inédito da separação, na sua analise, da prática política das considerações morais. Essa abstração da moral que caracterizaria o discurso "maquiavélico", dá margem ainda para qual seria o posicionamento moral de Maquiavel: se trata-se de denuncia da moral, que limitaria a apreciação emancipada da política por ela mesma; se tratava-se de demonstrar que a política não seria praticada moralmente; se tratava-se da demonstração de lógicas diferentes para uma ética particular e para uma ética pública. E também sobre qual seria seu direcionamento político: se suas obras seriam analises "cientificas" da política; se se tratavam de apologias oportunistas por parte de Maquiavel ora à republica ora à monarquia; ou se seria denuncia disfarçada de manual, das maneiras cruéis dos déspotas, destinada ao esclarecimento da população quanto à importância da liberdade. Ora, em qualquer que seja a alternativa, geralmente se abstrai a "superestrutura" moral que permeia os textos. Isso porque o autor de fato não tem escrúpulo em descrever os atos mais imorais, perpetrados pelos "Grandes Homens" da História. Mas confunde-se a descrição com prescrição. Há na obra prescrições mesmo de como proceder no crime. Porém, não só esses atos são classificados como crimes abjetos, mas há na obra a prescrição da maneira correta do homem proceder na vida, a fim de obter a glória. Isso é moral. A eficiência política não se confunde com probidade pessoal, nem a eficiência criminosa em atingir fins políticos se confunde com atos necessários ou próprios para a boa política. Sobre Agátocles, tirano de Siracusa, homem eficientíssimo em manter sua posição através dos crimes, da crueldade e da força de sua personalidade, diz: "Mesmo que não seja possível dar o título de ato valoroso à matança dos concidadãos, à traição dos amigos, à falta de fé, piedade e religião, com tudo isso se conquista o poder, não a glória" (O Principe, Cap. VIII). Os esforços de se abstrair a moral na analise da obra de Maquiavel, em si podem ser tomados como um posicionamento ético/moral. É a tentativa de se transpor éticas (ou projetos de éticas) atuais para o passado, a fim de justificá-las com a autoridade de tão famoso autor. Além da temática da justificação dos meios pelos fins, já de uso vulgar, e da identificação da eficiência política como fim em si (a exemplo de Agátocles), ocorre a transposição de concepções "pacifistas" modernas, de abominação da violência e identificação dessa com o que seja mais imoral. Nisso se perde de localizar as concepções éticas particulares a Maquiavel, como sendo situado historicamente numa sociedade sabidamente violenta. Mesmo o cristianismo, identificado com pacifismo nos seus primórdios e atualmente, como praticado hegemonicamente então (Séculos XV e XVI), não condenava a violência. Assim se faz necessário para a devida apreciação da obra, conhecimento do contexto em que "a obra veio à luz" (MARTINS, 1999), da vida pessoal do autor e do seu meio social. Minha preocupação aqui não é analisar o contexto social e politico da obra de Maquiavel, mas identificar alguns aspectos da "superestrutura" moral que permeia a obra, os determinantes dos julgamentos morais dados sobre os homens e feitos abordados pelo autor, para além da simples descrição de praticas políticas. Os temas que identifico nas obras O Principe e Discorsi (principalmente, mas também em A História de Florença) e que irei abordar, embora não de forma exaustiva, versam sobre: i) a natureza do Mundo, dos homens e da História; ii) a natureza, função e desenvolvimento do Estado, da Lei e da Religião; iii) os tipos de Estado apropriado a cada situação, das diferenças entre principados e repúblicas, e do tipo de homem e atitude necessário a cada; e iv) a ética guerreira, sobre o que de fato é Virtude, e como se relaciona com a Fortuna, para a perpetuação da Glória.
Texto completo clique aqui.
Moral e Politica em Nicolau Maquiavel - Vinicius Felix
Moral e Política na Obra de Nicolau Maquiavel: justificação pela ética guerreira.
A critica a cerca dos escritos de Maquiavel, geralmente considerado o pai da ciência politica, abordam o inédito da separação, na sua analise, da prática política das considerações morais. Essa abstração da moral que caracterizaria o discurso "maquiavélico", dá margem ainda para qual seria o posicionamento moral de Maquiavel: se trata-se de denuncia da moral, que limitaria a apreciação emancipada da política por ela mesma; se tratava-se de demonstrar que a política não seria praticada moralmente; se tratava-se da demonstração de lógicas diferentes para uma ética particular e para uma ética pública. E também sobre qual seria seu direcionamento político: se suas obras seriam analises "cientificas" da política; se se tratavam de apologias oportunistas por parte de Maquiavel ora à republica ora à monarquia; ou se seria denuncia disfarçada de manual, das maneiras cruéis dos déspotas, destinada ao esclarecimento da população quanto à importância da liberdade. Ora, em qualquer que seja a alternativa, geralmente se abstrai a "superestrutura" moral que permeia os textos. Isso porque o autor de fato não tem escrúpulo em descrever os atos mais imorais, perpetrados pelos "Grandes Homens" da História. Mas confunde-se a descrição com prescrição. Há na obra prescrições mesmo de como proceder no crime. Porém, não só esses atos são classificados como crimes abjetos, mas há na obra a prescrição da maneira correta do homem proceder na vida, a fim de obter a glória. Isso é moral. A eficiência política não se confunde com probidade pessoal, nem a eficiência criminosa em atingir fins políticos se confunde com atos necessários ou próprios para a boa política. Sobre Agátocles, tirano de Siracusa, homem eficientíssimo em manter sua posição através dos crimes, da crueldade e da força de sua personalidade, diz: "Mesmo que não seja possível dar o título de ato valoroso à matança dos concidadãos, à traição dos amigos, à falta de fé, piedade e religião, com tudo isso se conquista o poder, não a glória" (O Principe, Cap. VIII). Os esforços de se abstrair a moral na analise da obra de Maquiavel, em si podem ser tomados como um posicionamento ético/moral. É a tentativa de se transpor éticas (ou projetos de éticas) atuais para o passado, a fim de justificá-las com a autoridade de tão famoso autor. Além da temática da justificação dos meios pelos fins, já de uso vulgar, e da identificação da eficiência política como fim em si (a exemplo de Agátocles), ocorre a transposição de concepções "pacifistas" modernas, de abominação da violência e identificação dessa com o que seja mais imoral. Nisso se perde de localizar as concepções éticas particulares a Maquiavel, como sendo situado historicamente numa sociedade sabidamente violenta. Mesmo o cristianismo, identificado com pacifismo nos seus primórdios e atualmente, como praticado hegemonicamente então (Séculos XV e XVI), não condenava a violência. Assim se faz necessário para a devida apreciação da obra, conhecimento do contexto em que "a obra veio à luz" (MARTINS, 1999), da vida pessoal do autor e do seu meio social. Minha preocupação aqui não é analisar o contexto social e politico da obra de Maquiavel, mas identificar alguns aspectos da "superestrutura" moral que permeia a obra, os determinantes dos julgamentos morais dados sobre os homens e feitos abordados pelo autor, para além da simples descrição de praticas políticas. Os temas que identifico nas obras O Principe e Discorsi (principalmente, mas também em A História de Florença) e que irei abordar, embora não de forma exaustiva, versam sobre: i) a natureza do Mundo, dos homens e da História; ii) a natureza, função e desenvolvimento do Estado, da Lei e da Religião; iii) os tipos de Estado apropriado a cada situação, das diferenças entre principados e repúblicas, e do tipo de homem e atitude necessário a cada; e iv) a ética guerreira, sobre o que de fato é Virtude, e como se relaciona com a Fortuna, para a perpetuação da Glória.
Texto completo clique aqui.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Cursos de Graduação em Administração Pública e Políticas Públicas.
Mensangem do prof. José Renato, coordenador do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP.
Caros alunos,
é com muita satisfação que redijo esta mensagem para me comunicar diretamente com todos os alunos de GPP e reproduzir uma notícia dada na última reunião de CoC.
O Conselho Nacional de Educação vem realizando um processo para o estabelecimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Graduação em Administração Pública e Políticas Públicas, compreendendo o campo muldisciplinar "voltado a Estado, Governo, Administração Pública, Gestão de Políticas Públicas, Gestão Pública, Políticas Públicas e Gestão Social" (palavras retiradas da minuta elaborada pelo CNE). Tal ação do CNE resultou na realização de uma audiência pública realizada no último dia 5 de abril em Brasília, na qual reuniu representantes de diferentes cursos de Administração Pública, Gestão de Políticas Públicas, Políticas Públicas, Gestão Social entre outros.
Nesta reunião fomos representados pelo Prof. Fernando Coelho, portador de uma carta redigida pela coordenação de GPP na qual expressamos nossa posição sobre tal processo (anexo), e que além de participar ativamente da audiência pública reuniu-se com mais de uma dezena de coordenadores e representantes de cursos congêneres ao nosso, o que sem dúvida alguma representou a formação de uma rede de cursos de graduação em Gestão Pública (denominação genérica para abarcar as diferentes denominações que existem atualmente no Brasil).
Portanto, gostaria com esta mensagem ressaltar a importância deste processo.
Em primeiro lugar, pela primeira vez criou-se um fórum de discussão entre os cursos de graduação em Gestão Pública (diversas denominações), fato muito relevante, dado que nos últimos anos surgem vários cursos de graduação na área em mais de uma dezena de instituições públicas brasileiras - USP, UNICAMP, UnB, UFABC, UFRN, UDESC, UNAMA (PA), UFC, UFRJ entre outras. Em segundo lugar, gostaria de registrar que a nossa experiência vem servindo de referência para diversas destas instituições, e que o fato de criarmos o primeiro curso de Gestão de Políticas Públicas do Brasil, em 2005, vem sendo bastante elogiada em diversos lugares, inclusive pelos próprios proponentes desta audiência pública.
Demarco ainda o fato de todas estas instituições demandarem conhecer os detalhes da nossa experiência de implantação do curso de graduação em GPP, bem como das discussões que estamos fazendo em torno de nosso PPP (Plano Político Pedagógico), o qual todos sabemos vem sendo reformado pela CoC de GPP, sendo o mesmo submetido para apreciação dentro da USP nos próximos meses.
Na minha avaliação este processo de debate em torno da área da Gestão Pública é bastante importante para nosso curso, uma vez que tal área vem passando por um momento de reinvenção, e agora em 2010 já deixamos de ser somente um curso "diferente", uma "excentricidade" ou uma "nova experiência pedagógica" como éramos no momento inicial das atividades do curso de GPP da EACH/USP (dado que éramos o único curso do Brasil com este nome). Além de representar um ganho muito grande para os alunos que estão se formando ou virão a se formar, pois nosso curso, além do reconhecimento formal que obtivemos em 2008 pelo Conselho Estadual de Educação, órgão responsável por regular as universidades públicas paulistas, vem ganhando legitimidade e reconhecimento dentro da academia brasileira e, principalmente, dentro do setor público brasileiro. Afirmo isto pois a visibilidade de nosso curso vem aumentando a cada dia, e o reconhecimento da excelência de nossa proposta vem recebendo diversos elogios e reconhecimento de muitas pessoas e instituições, como por exemplo, os participantes da referida audiência pública.
Importante também demarcar que o corpo docente de GPP vem reformulando nosso PPP através de um processo de discussão exaustivo iniciado ainda no final de 2008 (ressalto que daquele ano em diante realizamos mais de uma dezena de reuniões sobre o assunto entre o corpo docente e a RD), e que agora no início de maio, mais especificamente no dia 4 próximo, realizaremos a reunião final no qual a versão final de nosso novo PPP será apreciada. O texto será finalizado na próxima semana, e a RD discente receberá uma cópia, para que discutamos na reunião do dia 4, que aprovará o texto final e o remeterá para a CG de nossa unidade, iniciando assim os trâmites burocráticos para que o novo PPP seja implementado a partir de 2011.
Gostaria de terminar esta longa mensagem dizendo aos alunos que o processo de reformulação de nosso PPP vem sendo uma etapa longa e necessária de nossa atuação enquanto curso de graduação, e toda esta discussão foi acompanhada de perto pela RD, portanto, posso afirmar com muita convicção que o nosso novo PPP, apesar de alguns discursos minoritárias contrários, será fruto de um planejamento no qual todo o corpo docente participou, bem como a RD, e no qual todos vem podendo expressar sua opinião no sentido de construirmos um certo consenso em torno da natureza e dos objetivos de nosso curso.
Portanto, gostaria de deixar registrado que apesar de falas que visam minar toda e qq ação que destoe de opiniões individuais minoritárias, as quais não encontram respaldo e legitimidade nos demais partícipes, o novo PPP de GPP está muito afinado com o setor público brasileiro, característica que dará um salto de qualidade nesta importante e próspera experiência de curso de graduação. Importante registrar, para finalizar, que tais ações somente abrirão mais portas no mercado de trabalho para os egressos de nosso curso (portas que já existem e que a cada dia que passa ficam mais numerosas).
Fico a disposição de todos, abraços;
Zé Renato



Caros alunos,
é com muita satisfação que redijo esta mensagem para me comunicar diretamente com todos os alunos de GPP e reproduzir uma notícia dada na última reunião de CoC.
O Conselho Nacional de Educação vem realizando um processo para o estabelecimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Graduação em Administração Pública e Políticas Públicas, compreendendo o campo muldisciplinar "voltado a Estado, Governo, Administração Pública, Gestão de Políticas Públicas, Gestão Pública, Políticas Públicas e Gestão Social" (palavras retiradas da minuta elaborada pelo CNE). Tal ação do CNE resultou na realização de uma audiência pública realizada no último dia 5 de abril em Brasília, na qual reuniu representantes de diferentes cursos de Administração Pública, Gestão de Políticas Públicas, Políticas Públicas, Gestão Social entre outros.
Nesta reunião fomos representados pelo Prof. Fernando Coelho, portador de uma carta redigida pela coordenação de GPP na qual expressamos nossa posição sobre tal processo (anexo), e que além de participar ativamente da audiência pública reuniu-se com mais de uma dezena de coordenadores e representantes de cursos congêneres ao nosso, o que sem dúvida alguma representou a formação de uma rede de cursos de graduação em Gestão Pública (denominação genérica para abarcar as diferentes denominações que existem atualmente no Brasil).
Portanto, gostaria com esta mensagem ressaltar a importância deste processo.
Em primeiro lugar, pela primeira vez criou-se um fórum de discussão entre os cursos de graduação em Gestão Pública (diversas denominações), fato muito relevante, dado que nos últimos anos surgem vários cursos de graduação na área em mais de uma dezena de instituições públicas brasileiras - USP, UNICAMP, UnB, UFABC, UFRN, UDESC, UNAMA (PA), UFC, UFRJ entre outras. Em segundo lugar, gostaria de registrar que a nossa experiência vem servindo de referência para diversas destas instituições, e que o fato de criarmos o primeiro curso de Gestão de Políticas Públicas do Brasil, em 2005, vem sendo bastante elogiada em diversos lugares, inclusive pelos próprios proponentes desta audiência pública.
Demarco ainda o fato de todas estas instituições demandarem conhecer os detalhes da nossa experiência de implantação do curso de graduação em GPP, bem como das discussões que estamos fazendo em torno de nosso PPP (Plano Político Pedagógico), o qual todos sabemos vem sendo reformado pela CoC de GPP, sendo o mesmo submetido para apreciação dentro da USP nos próximos meses.
Na minha avaliação este processo de debate em torno da área da Gestão Pública é bastante importante para nosso curso, uma vez que tal área vem passando por um momento de reinvenção, e agora em 2010 já deixamos de ser somente um curso "diferente", uma "excentricidade" ou uma "nova experiência pedagógica" como éramos no momento inicial das atividades do curso de GPP da EACH/USP (dado que éramos o único curso do Brasil com este nome). Além de representar um ganho muito grande para os alunos que estão se formando ou virão a se formar, pois nosso curso, além do reconhecimento formal que obtivemos em 2008 pelo Conselho Estadual de Educação, órgão responsável por regular as universidades públicas paulistas, vem ganhando legitimidade e reconhecimento dentro da academia brasileira e, principalmente, dentro do setor público brasileiro. Afirmo isto pois a visibilidade de nosso curso vem aumentando a cada dia, e o reconhecimento da excelência de nossa proposta vem recebendo diversos elogios e reconhecimento de muitas pessoas e instituições, como por exemplo, os participantes da referida audiência pública.
Importante também demarcar que o corpo docente de GPP vem reformulando nosso PPP através de um processo de discussão exaustivo iniciado ainda no final de 2008 (ressalto que daquele ano em diante realizamos mais de uma dezena de reuniões sobre o assunto entre o corpo docente e a RD), e que agora no início de maio, mais especificamente no dia 4 próximo, realizaremos a reunião final no qual a versão final de nosso novo PPP será apreciada. O texto será finalizado na próxima semana, e a RD discente receberá uma cópia, para que discutamos na reunião do dia 4, que aprovará o texto final e o remeterá para a CG de nossa unidade, iniciando assim os trâmites burocráticos para que o novo PPP seja implementado a partir de 2011.
Gostaria de terminar esta longa mensagem dizendo aos alunos que o processo de reformulação de nosso PPP vem sendo uma etapa longa e necessária de nossa atuação enquanto curso de graduação, e toda esta discussão foi acompanhada de perto pela RD, portanto, posso afirmar com muita convicção que o nosso novo PPP, apesar de alguns discursos minoritárias contrários, será fruto de um planejamento no qual todo o corpo docente participou, bem como a RD, e no qual todos vem podendo expressar sua opinião no sentido de construirmos um certo consenso em torno da natureza e dos objetivos de nosso curso.
Portanto, gostaria de deixar registrado que apesar de falas que visam minar toda e qq ação que destoe de opiniões individuais minoritárias, as quais não encontram respaldo e legitimidade nos demais partícipes, o novo PPP de GPP está muito afinado com o setor público brasileiro, característica que dará um salto de qualidade nesta importante e próspera experiência de curso de graduação. Importante registrar, para finalizar, que tais ações somente abrirão mais portas no mercado de trabalho para os egressos de nosso curso (portas que já existem e que a cada dia que passa ficam mais numerosas).
Fico a disposição de todos, abraços;
Zé Renato
PS. Para aqueles alunos que não saibam ainda, todo o processo de discussão de nosso PPP está registrado numa wiki - http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/Revisao_GPP ; por favor visitem tal endereço, disponível desde 2008.
Prof. José Renato de Campos Araújo
Coordenador de Curso
Gestão de Políticas Públicas
Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH)
Universidade de São Paulo (USP)
55 11 3091.8115
skype: jrenato.araujo
zrenato@usp.br
www.each.usp.br/zrenato



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